Série de fatores influenciam na variação do preço da gasolina entre cidades


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Imagem: Reprodução internet

Política de preços das distribuidoras, custos de manutenção são alguns dos elementos

A variação do preço da gasolina entre os postos de uma mesma cidade, entre os municípios e entre os Estados do Brasil, constantemente, é alvo de debate. Afinal de contas, por quais motivos numa localidade o combustível custa “X” valor e em outra, até mesmo bem próxima, é R$ 0,10; 0,20; 0,30 a mais?

O economista Emerson Sousa explica que até a década de 80 o custo da gasolina, dos combustíveis, era tabelado nacionalmente. “O preço que se pagava no Oiapoque, pagava no Chuí. No fim dos anos 80 e início de 90, o Governo quebrou essa uniformidade. O principal determinante deveria ser a distância da localidade às refinarias”, diz. Já, hoje em dia, muitos fatores influenciam no valor.

A tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); a adição do álcool, que tem preços variados a depender da localização do centro produtor; os preços praticados pelas distribuidoras; e os custos com o imóvel e os funcionários dos postos de combustíveis são alguns dos fatores que interferem na variação do preço da gasolina.

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“O consumidor acha que toda a culpa (do aumento do preço da gasolina) é do revendedor. É um direito que assiste a ele. Mas a gente tem procurado mostrar que não é culpa nossa”, afirma Mozart Augusto Oliveira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese).

Preços das Distribuidoras

O presidente do Sindpese destaca outros elementos influenciadores. “Se for bandeirado, o posto não consegue ter o mesmo preço que o de bandeira branca tem. Aí, compra mais caro e tem que vender mais caro. O tipo de contrato que o revendedor tem, se compra à vista ou a prazo (influencia também). Quem compra à vista, compra mais barato”, afirma.

Além do mais, uma vez firmado contrato com determinada bandeira, o posto fica preso a um único fornecedor, tendo que aceitar os preços praticados pela distribuidora, deixando-o “engessado”, removendo a possibilidade de buscar tarifas mais atraentes para os consumidores.

Com relação à diferença entre as cidades, por exemplo, a distribuidora pode cobrar “X” valor para o posto de um município pequeno, que possui poucos revendedores ou um somente, e “Y” valor para outro, que está inserido num município com mais postos. E, a depender da localização da cidade, os custos com o transporte é outro fator que pesa na hora da tarifação da gasolina.

Assessoria de Comunicação
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